quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

AROLDO DE AZEVEDO

Uma das mais antigas divisões do relevo foi na década de 1940 pelo professor Aroldo de Azevedo que serviu de base para todas as outras divisões feitas posteriormente. Ao elaborar sua divisão, ele levou em conta principalmente as diferenças de altitude. Desse modo as planícies foram classificadas como as partes do relevo relativamente planas com altitudes inferiores a 200 metros. Por sua vez, os planaltos foram considerados as formas de relevo levemente onduladas. Essa classificação divide todo o território brasileiro em planaltos, cuja área total ocupa 59% de toda a superfície do país, e planícies, que ocupam os 51% restantes.




Fonte: Lucinhahb

JURANDYR ROSS

Em 1989 o professor Jurandyr Ross elaborou uma outra classificação do relevo, dessa vez usando como critério três importantes fatores geomorfológicos:
- a morfoestrutura- origem geológica;
- o paleoclima- ação de antigos agentes climáticos;
- o morfoclima- influência dos atuais agentes climáticos.
Trata-se de uma divisão inovadora, que conjuga o passado geológico e o passado climático com os atuais agentes escultores do relevo. Com base nesses critérios, o professor Ross classifica três tipos de relevo:
- planaltos- porções residuais salientes do relevo, que oferecem mais resistência ao processo erosivo;
- planícies- superfícies essencialmente planas, nas quais o processo de sedimentação supera o de erosão;
- depressões- áreas rebaixadas por erosão que circundam as bordas das bacias sedimentares, interpondo-se entre estas e os maciços cristalinos. Esse três tipos de relevo compõem, em conjunto, 28 unidades, identificadas no mapa abaixo:




ESTRUTURA GEOLÓGICA BRASILEIRA: ESCUDOS CRISTALINOS E BACIAS SEDIMENTARES

O Brasil é composto por escudos cristalinos (36%) e bacias sedimentares (64%).

                                      Foto: Brasil Geografando

ESCUDOS CRISTALINOS OU ÁREAS CRATÔNICAS

As áreas cratônicas são geologicamente estáveis e possuem grande importância econômica, pois abrigam as principais jazidas de minerais metálicos, como ferro, manganês, cobre, etc.
Por serem mais antigos, os escudos cristalinos foram e ainda são constantemente transformados pelos agentes externos (exógenos) do relevo (clima, rios, mares, etc.), proporcionando a formação de superfícies arredondadas nessas áreas que há milhões de anos sofrem processos erosivos e de intemperismo.
As maiores altitudes de nosso território estão em áreas de escudos cristalinos. No entanto, o longo tempo de exposição dessas áreas aos agentes erosivos é um dos fatores responsáveis pelas altitudes moderadas do território brasileiro. Aproximadamente 97% do território brasileiro está abaixo dos mil metros de altitude. Outro fator que contribui para as pequenas altitudes de nosso território é a inexistência de dobramentos modernos no Brasil.
Estes 36% do território brasileiro que são compostos por escudos cristalinos podem ser divididos em duas grandes áreas: Escudo das Guianas (situado no Norte do país), e Escudo Brasileiro, que abrange o centro, o leste e o sul do país. O Escudo Brasileiro é subdividido em: Sul-Amazônico, Atlântico e Uruguaio-Sul-Rio-Grandense.

BACIAS SEDIMENTARES

As bacias sedimentares são depressões do relevo, que foram preenchidas por sedimentos provenientes de áreas mais elevadas e matéria orgânica. No Brasil, recobrem 64% do território brasileiro. Essas áreas são subdivididas, onde temos grandes bacias, como a Amazônica, do Meio-Norte, Paranaíba, São-Franciscana e do Pantanal, além das pequenas bacias, como a do Recôncavo Baiano, de Curitiba e de São Paulo. Sua importância econômica destaca-se pelas jazidas de recursos minerais energéticos, como o petróleo e o carvão mineral.

RELEVO BRASILEIRO- ORIGEM GEOLÓGICA

Queridos alunos, o relevo brasileiro surgiu há bilhões de anos, ocorreu durante a Pangeia. Entretanto, esse relevo vem passando por diversas transformações ao longo do tempo geológico, químicas, físicas e biológicas.
Algumas dessas transformações estão relacionadas ao vulcanismo, contudo, atualmente nosso território  não possui atividades vulcânicas. No entanto, em épocas geológicas passadas elas já foram intensas.
No Brasil existem as ilhas oceânicas, como o Arquipélago de Fernando de Noronha e Trindade que possuem origens vulcânicas.

 
                                Foto: Fernando de Noronha Guia de Praias

A exemplo de derrames vulcânicos ocorridos no Brasil, podemos citar o Planalto Meridional (sul do Brasil), formado por rochas basálticas durante o período Mesozoico. Estende-se desde o estado de São Paulo até o Rio Grande do Sul. Desse modo, tivemos a formação da terra-roxa nessa área e algumas paisagens, como as falésias de Torres (RS), nas quais o relevo continental encontra abruptamente o oceano por meio de uma escarpa. Nesses locais, a erosão marinha ocorre de forma muito intensa.



                                Foto: LABTATE

Mas mesmo que o Brasil não se encontre situado entre placas tectônicas ele é frequentemente afetado por abalos sísmicos. Isso se deve à existência de falhas geológicas (rachaduras dentro da Placa Sul-Americana) sobre a qual o Brasil se encontra. No Brasil, esses tremores são considerados de baixa intensidade, conforme a Escala Richter, abaixo de 6 graus.

Por: Lúcia Helena Barbosa Ávila